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Por Alexandre Castro, fundador do OPERI (Observatório Político de Estudantes de RI).

No dia 17 de Outubro de 2012, a primeira-ministra australiana concluiu a sua visita à Índia com uma reunião com o primeiro-ministro indiano. Neste dia, os dois ministros discutiram sobre a retomada da venda de urânio australiano para a Índia. Vendas que foram proibidas desde 2011.

Esta sanção contra a Índia ocorreu graças a sua opção de não aderir ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Porém, a necessidade de energia na Índia sobe cada dia mais, e a sua produção doméstica de gás natural e petróleo está diminuindo graças a falta de gerenciamento do governo.

Este ano o debate sobre a energia nuclear renasceu na Índia como uma das politicas chave do país. Hoje a Índia consegue gerar uma força de 206 gigawatts, dependendo mais de 50% da energia de carvão. Além disso, o país é rico em alternativas não nucleares, porém lhes falta tecnologia para conseguir explorar essas alternativas.
O que agrava o quadro é a não adesão da Índia ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Hoje o país diz ser portador de armas nucleares, mas mesmo assim, e de acordo com o Stratfor, a energia nuclear nunca será dominante na Índia, devido ao seu alto custo e a falta de reservas de urânio no país, e conclui que o país continuará tendo a sua produção de energia à base do carvão, fatores que agravam ainda mais a desconfiança internacional e o receio de que a Índia esteja interessada em aumentar o seu poderio militar nuclear.

A historia já provou que a Índia não é um país confiável na questão nuclear, pois em 2008 foi fechado um acordo com os EUA. Com este acordo o governo americano iria facilitar a entrada na Índia no mercado nuclear global. Porém, a Índia não honrou a sua parte do acordo, firmando contratos com outros países de forma unilateral. Principalmente com a Austrália.

O que a Índia representa hoje é uma parceira para a cooperação energética, principalmente para países como China e Rússia, pois o segundo é um exportador de armas para o país e o primeiro se preocupa muito com o poderio militar dos países à sua volta. Mas como disse a ministra australiana: “sales of uranium to New Delhi are still a few years away”.

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