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Eurodeputado Rui Tavares in I Fórum de Política Europeia – 15 de Março

O eurodeputado Rui Tavares iniciou a conferência fazendo uma regressão de um século, levando-nos a repensar nas questões da primeira Guerra Mundial: milhões de jovens europeus morreram, foi uma geração inteira que se perdeu. “Escolhas decisivas feitas em momentos históricos deste género, têm consequências que se repercutam até aos dias de hoje”. Uma geração ficou mutilada por causa dessas más decisões. O pós-guerra ficou essencialmente marcado por um espírito de vingança por parte das potências vencedoras contra a Alemanha, potência vencida, impondo-lhe grandes limitações e elevadas indemnizações a pagar, criando assim, as condições para uma nova guerra 16 anos depois. “Eles nao eram estúpidos, eram alguns dos melhores políticos da época e estavam a cometer erros pela primeira vez, e nós estamos a cometer pela segunda vez”, remata o eurodeputado.

No entanto, Rui Tavares vê algo de positivo neste processo histórico: “aquilo que foi construído no pós segunda guerra mundial, instituições como as universidades, governos, tribunais, parlamento europeu e Nações Unidas, foram construídos por pessoas iguais a nós. Estas coisas não são na verdade maior do que nós, podem ser transformadas e reconstruídas.”

Dito isto, o europutado interpelou-nos para uma reflexão importante: “se esta crise que vivemos é uma crise necessária ou de imaginação?” Alguns dizem que esta crise era necessária porque vivemos muitos anos acima das nossas possibilidades. No entanto, Rui Tavares propõe-nos olharmos para esta crise como uma falta de imaginação. Falta de imaginação de prever as consequências de certas decisões, falta de empatia. “Sentir empatia pelos outros, pormo-nos no lugar uns dos outros, é o que tem faltado nas políticas à escala nacional, mas tambem à escala europeia”.

“A partir do momento em que nos apercebemos que esta crise pode ser uma crise de imaginação, abrem-se novas possibilidades que nos podem ajudar a superar a crise: procurar soluções voltando a utilizar a nossa imaginação”.

O eurodeputado Rui Tavares sugeriu que a democracia é, de facto, a melhor maneira de encontrar soluções aos problemas confrontados, mas, infelizmente, a União Europeia ainda é muito frágil nesse sentido. “Em primeiro lugar”, disse o eurodeputado, “[nós, os cidadãos] não elegemos um executivo e apenas metade do legislativo”. No entanto, uma democracia ainda tem outros aspectos: direitos e obrigações.

Com isto, o eurodeputado terminava, perguntando o que queremos da UE, ou seja, “uma democracia tão democrática como a dos Estados-membros? Se sim, porquê?” Sugeriu que esta democracia fosse reivindicada pelas Américas e pela Europa. Nesta Europa de democracia mais democrática “os cidadãos poderiam votar todos os anos; poderiam apresentar «projectos-piloto» – que são hoje direccionados só para os deputados europeus -, nas áreas que as próprias pessoas quisessem”, propôs Rui Tavares. Portanto, “temos que pensar numa maneira em que possamos fazer uma democracia europeia que amplie e reforce as democracias nos próprios Estados-Membros da UE”.

Por Iryna Dyachenko e Joana Torres | Equipa Jornal MUNDUS

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