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“A União Europeia (UE) é um objeto não identificável, que se situa a meio caminho de uma confederação e de uma união”, foi assim que o Dr. Paulo Mota Pinto iniciou a conferência sobre “O papel da União Europeia no mundo: quais as prioridades da política externa?”. A questão da projeção externa da União Europeia é importante e complicada, acima de tudo a UE tem de ter uma imagem de unidade e isso nem sempre é fácil. Já houve momentos em que os diversos países da UE não apareceram unidos, mas sim com visões diferentes, como no caso do Kosovo.

“A União Europeia (UE) é um objeto não identificável, que se situa a meio caminho de uma confederação e de uma união”, foi assim que o Dr. Paulo Mota Pinto iniciou a conferência sobre “O papel da União Europeia no mundo: quais as prioridades da política externa?”. A questão da projeção externa da União Europeia é importante e complicada, acima de tudo a UE tem de ter uma imagem de unidade e isso nem sempre é fácil. Já houve momentos em que os diversos países da UE não apareceram unidos, mas sim com visões diferentes, como no caso do Kosovo.

Em relação ao papel da União Europeia no mundo, realçou um dos pontos mais relevantes, o soft power que a Europa possui pelo facto de ser portadora de um conjunto de valores e pelo facto de ser um exemplo de abdicação de poder e de soberania. Isto tudo torna a União Europeia um exemplo para os outros países. “É, portanto, possível superar as dificuldades através de diálogo e compromisso porque há um interesse comum que se eleva”.

Em relação ao papel da União Europeia no mundo, realçou um dos pontos mais relevantes, o soft power que a Europa possui pelo facto de ser portadora de um conjunto de valores e pelo facto de ser um exemplo de abdicação de poder e de soberania. Isto tudo torna a União Europeia um exemplo para os outros países. “É, portanto, possível superar as dificuldades através de diálogo e compromisso porque há um interesse comum que se eleva”.

A Política Externa Comum não tem evoluído muito, ainda tem um longo caminho para percorrer. A UE deveria reforçar o seu relacionamento com os países do Norte de África para evitar os problemas de imigração. Outra das coisas que deveria ser tida como uma prioridade global, é a parceria de comércio e investimento com os Estados Unidos da América. Isto levaria a um maior comércio global, mas também seria importante a nível geopolítico.

“O aprofundamento da Política Externa deve ser feito através da manutenção da imagem de unidade”, concluiu.

Posteriormente, Renato Varriale, Embaixador da Itália, começou por questionar se a criação de um serviço de ação externa europeu seria mesmo necessário. “Sim, foi necessário porque a Europa chegou a um ponto em que se devia apresentar como um global player”.

Muitas pessoas criticam o serviço de ação externa, no entanto o Embaixador Italiano realçou a sua importância. “Ainda estamos longe de conseguir um resultado perfeito, mas isso não quer dizer que tenha sido tempo mal gasto. Em três anos o serviço de ação externa não podia ter conseguido mais do que conseguiu”. Há um grande problema de coordenação, por serem países tão diferentes uns dos outros e esse problema tem de ser resolvido aos poucos, a longo prazo e não poderia ter sido resolvido em três anos. Por exemplo, isolar Putin não afetaria da mesma forma todos os países da UE, a Itália e a Alemanha sairiam mais prejudicadas por terem um grau de relacionamento maior com a Rússia.

“Costuma-se recordar tudo aquilo que o serviço de ação externa não fez em vez do que fez. Em termos de defesa não houve grandes avanços, mas por outro lado é muito eficaz para a cooperação para o desenvolvimento”, concluiu.

Por último, Ulrich Brandenburg, Embaixador da Alemanha, realçou o facto de estarem presentes dois dos representantes da fundação da União Europeia: a Itália e a Alemanha.

“A União Europeia tem tido sucesso em unir políticas e economias. Tem várias instituições que funcionam bem”. A UE tem crescido nos últimos anos e ninguém duvida de que é uma potência económica.

Nas últimas semanas, com os acontecimentos na Ucrânia têm havido discussões em termos do balanço de poderes, a forma como a UE se pode integrar neste conflito e qual o seu papel. “É tempo de rever as ações de política externa e de ter uma ação mais coerente”, realçou.

A União Europeia é baseada em valores e interesses comuns. Todos temos crescido com a forma como a UE tem sido desenvolvida e temos ficado habituados a coordenar e a agir em união. “A União Europeia é uma personificação de soft power”, concluiu.

Por Joana Torres | Equipa Jornal MUNDUS

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