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O debate gap year contou com a presença de Inês Martins, Dra. Maria do Rosário Pinheiro, Dr. Henrique Amaral Dias e Hugo Aguiar.

Inês Martins, licenciada em Jornalismo pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,  destacou a importância de promover o gap year junto dos jovens. A Dra. Maria do Rosário Pinheiro, formada em Psciologia da Educação, reforçou a importância do gap year a nível pessoal, académico e profissional. O Dr. Henrique Amaral Dias, professor e empresário explicou de que forma o gap year pode ser determinante no currículo de um jovem.

O Gap year consiste  num ano de intervalo na vida pessoal e académica, com particular destaque para finalistas do ensino secundário e superior. Segundo Maria do Rosário Pinheiro, o gap year proporciona aos seus seguidores não apenas viajar mas todas as experiências de vida e contactos com outras culturas que daí advém, requerendo um amadurecimento quase que obrigatório. Se o programa Erasmus já o requer, o gap year vai muito mais além, no sentido em que contrariamente ao primeiro, nada está estruturado, é toda uma experiência criada pela própria pessoa, requerindo outros padrões de exigência, outros desafios. Exige, por isso, do ponto de vista psicológico, bastante auto-regulação, ponderação nas tomadas de decisão e, nas palavras da professora, “é um risco que vale a pena correr, sobretudo para os finalistas do ensino superior que não sabem o que fazer de seguida. Tranquiliza-me conhecer organizações que se disponibilizam a ajudar os jovens!”

Depois desta abordagem mais psicológica, do ponto de vista do enriquecimento e crescimento pessoal, o Dr. Henrique Amaral Dias pretende demonstrar o impacto do gap year na vida profissional, em particular na valorização de um currículo para entrar no mercado de trabalho. Concordando com a professora, Amaral Dias acredita que o enriquecimento pessoal está intimamente relacionado com o desempenho profissional. Hoje em dia o empregador tem particular interesse em testar a capacidade de adaptação dos seus empregados a ambientes estranhos, que exigem a assimilação rápida de um vasto conjunto de conhecimentos. O gap year proporciona isto mesmo, testando a capacidade de auto suficiência e a capacidade do individuo em reagir quando está só e isto são valores bastante apreciados nas organizações e nas empresas. Ainda há uma percentagem significativa de instituições e entidades patronais que não valorizam este tipo de experiências. Porém, o orador defende que ao analisar os currículos que lhe enviavam, valorizava bastante aspectos extra curriculares como critério de distinção porque são estes factores mais subjectivos que permitem conhecer melhor o individuo em si. “É evidente que alguém que faça um gap year é um aspecto positivo a valorizar e isso poderá ser algo preponderante no processo de selecção” – conclui.

Hugo Aguiar confere uma perspectiva mais realista e pessoal ao debate, relatando as suas experiências durante as viagens que fez, os países que teve oportunidade de conhecer e os episódios que o marcaram, reforçando a ideia de que tal foi determinante na sua vida profissional e na pessoa que é hoje. Termina, dizendo: “somos o somatório das nossas experiências – escolham-nas bem.”

O debate finalizou-se com uma questão direccionada a todos os oradores: “Os jovens portugueses conduzem a sua vida escolar através do modelo social tradicional – ensino básico, secundário, universidade. Acham que estamos a condicioná-los ao não lhes oferecer modelos alternativos?”. A Dra. Maria do Rosário Pinheiro responde dizendo que o modelo tradicional não está errado nem demasiado restritivo, apenas tem de saber reconhecer outros percursos. É certo que o gap year pressupõe uma interrupção no papel de estudante mas a ideia não é apenas parar. É parar para prosseguir e sobretudo para adquirir competências durante essa pausa. Reflecte, defendendo que não basta parar, não basta dizer que se fez um gap year pois este de nada servirá se não for devidamente aproveitado, é preciso fazê-lo reverter a nosso favor.

Coordenação Jornal Mundus / SP12742584_952725274840974_5380606812543828802_n

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