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Nesta conferência, a ex candidata à Presidência da República, alertou para algumas situações limite nas quais a Europa tem responsabilidade. Falamos da forma como a UE lida com a tentativa daqueles que fogem de situações de conflito, seja por fome, desespero, guerras, ou mesmo o tratamento para com os migrantes económicos que chegavam à Itália.  Há uma enorme falta de conhecimento acerca do percurso das pessoas até a chegada à Europa.

Em Fevereiro de 2013 cerca de 3000 refugiados sírios entravam por dia no Líbano. A guerra civil acentuava-se entre bashar al assad e os restantes grupos da oposição que se deslocavam para o local, entre eles, al Qaeda ou o Isis. Dada a vontade de pôr fim ao regime de bashar al assad, procedeu-se ao armamento dos grupos da oposição, esquecendo o carácter radicalista dos mesmos.

Houve também uma alteração do padrão sociológico do fluxo de refugiados face aos fluxos anteriores. A população é, agora, maioritariamente composta por mulheres e crianças (cerca de 60%). Destas mulheres refugiadas cerca de 20% estão grávidas e há uma percentagem significativa de mulheres idosas. Este problema intensifica-se porque: 1) os refugiados a que a UE está a fechar as portas, são precisamente aqueles que as redes de tráfico procuram; 2) não tem existido qualquer tipo de esforço para secar as fontes de financiamento dos grupos terroristas; 3) os atuais centros de acolhimento não estão prontos para responder às vagas de refugiados que atualmente se verificam, sobretudo no caso das mulheres grávidas.

A dimensão humana e psicológica associada é completamente traumática. Num momento pré-fuga  confrontam-se com a questão da guerra e da perseguição. No momento da fuga propriamente dita, raramente vista como legal, a procura de dignidade raramente conseguida. No momento pós-fuga, a chegada acompanhada por histórias traumáticas, de perda de crianças, familiares, trocas de favores sexuais, raptos para redes de tráfico, etc. Com isto, Lisa Matos encerra a sessão procurando apelar à reflexão: “E se fosse eu? E se fosse Portugal na situação do Líbano?”.

Equipa Mundus, Sara Pinto e Joana Prata

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