Home

Esta palestra debruçou-se sobre a importância da diplomacia e sobre as diferentes escolas de pensamento das relações internacionais e contou com o General Pezzarat Correia e com o Prof. Dr. Marco António Martins.

O General Pezzarat Correia começou por relembrar que a componente militar sempre fora um dos elementos principais da política externa de qualquer Estado, o que tem levado a alguma deturpação do conceito. Cada vez mais os Estados começam a sentir necessidade em integrar organizações internacionais de defesa coletiva. A questão que ressalta é que estas contam com diferenças gritantes entre os diferentes parceiros. Tal é visível no facto de que a grande maioria dos tratados refletem os interesses das potências mais poderosas, sendo o exemplo mais pragmático, o próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde os seus membros permanentes dispõem de direito de veto. Como agravante, durante muito tempo estes Estados foram reconhecidos como potências nuclearizadas, sendo que, mesmo atualmente no tratamento da não proliferação nuclear se continua a invocar o estatuto de potências nucleares legítimas e não legítimas, conceito de legitimidade este que não é coberto por nenhum tratado.

Segundo o general, esta discussão permite-nos verificar que o principal problema reside na força que é dada à potência, uma vez que a política externa de um país acaba por ficar sempre condicionada à política da potência que lidera a aliança. Este problema assumiu um carácter mais complexo com a era da globalização, que marcou a vontade de passagem de um mundo bipolar para um mundo unipolar. O final da guerra fria e o desmantelar de ambos os blocos para uma era da transição de unipolaridade demonstrou-se tardia, gerando um vasto leque de problemas com os quais os países tiveram de lidar.

De seguida, Marco António Martins fala da construção de uma cultura estratégica, a qual assenta num padrão de políticas e numa identidade que diz respeito a um conjunto de valores da sociedade civil, determinante na promoção de valores, sobretudo no campo securitário ou do ciberespaço (quadro da modernização da sociedade e da relação regional das atividades que fazem refletir sobre a necessidade de uma cultura estratégica).

A ciberdefesa é constituida por atores privados não estatais que vão além daquilo que é o militar ou a socidade civil. Daí que uma das principais dificuldades é o atuar num abiente desconhecido.

Na Rússia, as suas ciberatividades foram particularmente relevantes aquando o conflito na Crimeia mas as suas estratégias de cibersegurança estão bem presentes desde a espionagem soviética. Já nos EUA, havia cerca de 90 mil milhões de doláres e mais de 90 mil funcionários dedicados ao ciberespaço até 2011. Em 2016 implementaram-se políticas de 19 mil milhões de doláres, acompanhadas por um novo plano federal para a investigação e segurança dos EUA mas, ainda assim, não conseguem dar uma resposta global efetiva a esta questão. Por último, na China, não é particularmente necessário responder a ataques hostis no ciberespaço porque o país defende uma utilização pacífica do ciberespaço.

Equipa Mundus, Sara Pinto e Joana Prata

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s